quinta-feira, 10 de maio de 2012

Onde encontrar uma igreja biblica?


  Se voce se desligou da denominação onde congregava porque tentou e não conseguiu mudar aquilo que considera como práticas erradas, dentre elas, o pastor adotar a Bíblia na Linguagem de Hoje, cobrar dízimos em envelope e a denominação ordenar mulheres pastoras. Por isso busca pelo  que alguns chaman de  "uma igreja bíblica".



 Já ouvi falar desse movimento de "igrejas nas casas" mas não tenho qualquer ligação com esse movimento. Há muitos grupos assim e alguns são até mesmo patrocinados por alguma denominação ou adotam o mesmo sistema denominacional e clerical, mudando apenas o local das reuniões.

Quando buscamos a coisa errada pelos motivos errados corremos o risco de acabar no lugar errado. Quero dizer que não acredito que seja correto procurar uma "igreja bíblica", pois isto acabaria levando você a algum grupo ou lugar que o seu atual entendimento da Bíblia poderia considerar correto em suas práticas. Se pintarmos listras em um asno ele não se transforma em zebra. Um grupo de cristãos que adote práticas biblicamente corretas não tem a garantia de ser o lugar que o Senhor determinou para estar no meio se não estiver congregado no terreno correto.

Vou tentar explicar. Não foi em uma "igreja bíblica" que o Senhor prometeu que estaria, mas onde dois ou três estivessem congregados em (ou ao) seu nome. Mat 18:20 - "Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles". Por "nome" entenda não apenas o nome de Jesus, mas o lugar onde sua autoridade é reconhecida como suprema. Se ler atentamente a passagem onde ele diz isso verá que o contexto é o de julgar e tomar decisões, "ligar" e "desligar".

  O titulo do texo ficaria mais certeiro se dissesse "não consegui encontrar nenhum lugar onde o Senhor colocou o seu nome", ou "não consegui encontrar nenhum lugar onde a única autoridade seja o Senhor", ou "não consegui encontrar nenhum lugar onde é o Espírito, e não o homem, quem reúne", ou "não consegui encontrar nenhum lugar governado pela Palavra, e não por algum dogma ou estatuto"... etc. Assim ficaria mais fácil descobrir onde NÃO É O LUGAR, se identificar as pessoas por outro nome, existir um clero que determina o que deve ser, as reuniões forem dirigidas por homens (geralmente um só), existir um estatuto dizendo em que as pessoas creem...

Quando o Senhor disse aos discípulos que preparassem a ceia, a pergunta deles foi: "E eles lhe perguntaram: Onde queres que a preparemos?"

Portanto esta é a primeira coisa que você deve fazer: perguntar ao Senhor o "onde" (tenho certeza de que você já deve ter feito isto). Mas é importante entender a resposta que o Senhor dá a eles, e nela está o segredo do lugar.

Primeiro, foi a ele que eles perguntaram, e não a algum líder ou tradição religiosa. Segundo, foi a Palavra do Senhor que os instruiu aonde ir, mesmo que no princípio eles não entendessem o que ele estava dizendo. Sim, provavelmente aquelas instruções não faziam muito sentido pois começavam dizendo para seguirem um homem carregando um cântaro de água e homens não carregavam cântaros na época. Aquilo era tarefa das mulheres. Vamos ver a passagem inteira:

Luc 22:8-14 "Chegou, porém, o dia dos ázimos, em que importava sacrificar a páscoa. E mandou a Pedro e a João, dizendo: Ide, preparai-nos a páscoa, para que a comamos. E eles lhe perguntaram: Onde queres que a preparemos? E ele lhes disse: Eis que, quando entrardes na cidade, encontrareis um homem, levando um cântaro de água; segui-o até à casa em que ele entrar. E direis ao pai de família da casa: O Mestre te diz: Onde está o aposento em que hei de comer a páscoa com os meus discípulos? Então ele vos mostrará um grande cenáculo mobilado; aí fazei preparativos. E, indo eles, acharam como lhes havia sido dito; e prepararam a páscoa. E, chegada a hora, pôs-se à mesa, e com ele os doze apóstolos".

A passagem é cheia de instrução. É na cidade, e não no campo, que eles encontrariam esse homem carregando o cântaro. O cristianismo não é uma fé rural, mas cosmopolita. Os movimentos cristãos que povoaram os Estados Unidos levaram consigo ideias utópicas de uma separação física e geográfica do mundo criando uma espécie de fé ruralista, levada ao extremo por comunidades . Foi nas cidades do primeiro século que o cristianismo se estabeleceu, e foi na cidade (aqui Jerusalém) que os discípulos encontraram e seguiram o homem com o cântaro de água.

Quando ficamos sabendo por Efésios 5:26 que a água é uma figura da Palavra de Deus fica fácil perceber que esse homem pode muito bem representar aquele que aplica a Palavra às consciências, ou seja, o Espírito Santo. Se eles fossem dirigidos pelo Espírito Santo e pela Palavra de Deus seriam capazes de encontrar o lugar onde o Senhor se colocaria no meio deles.

Quando chegassem na casa indicada após seguirem o homem com o cântaro, não seria no primeiro piso, o térreo, que eles encontrariam o lugar, mas no cenáculo, ou seja, no andar superior. O lugar onde Jesus se colocaria no meio deles não estaria ao rés do chão, no mesmo nível das coisas deste mundo, de suas políticas, instituições e maneiras dos homens, mas acima de tudo isso.

Ao chegarem à casa eles não deveriam escolher eles mesmos o aposento, ou perguntar pelo lugar onde se sentiriam melhor, algo muito comum hoje entre os que dizem "procurem a igreja que mais lhe agrade, onde Cristo é honrado e a Palavra pregada". Se eles procurassem pelo lugar do agrado deles naquela grande Jerusalém, teriam esperado em vão pela presença do Senhor. E eles não iriam ali apenas pelo prazer de estarem juntos numa confraternização, mas para estarem com o Senhor, e ele no meio. Não haveria lugar para Pedro, João ou outro discípulo tomar a direção da reunião e ninguém estaria ali por causa uns dos outros, mas seria o próprio Senhor o centro e motivo da reunião.

Outro detalhe é o que eles iriam fazer ali. "O Mestre te diz: Onde está o aposento em que hei de comer a páscoa com os meus discípulos?". Não era para procurarem pelo lugar onde estivesse o pregador mais eloquente, a banda mais afinada ou as bênçãos maiores e mais prósperas. Eles deviam procurar pelo lugar onde pudessem celebrar a morte do cordeiro, pois era isso que os judeus faziam na páscoa: comiam um cordeiro assado, recordando o dia da libertação do Egito, quando o sangue do cordeiro os livrou do juízo de Deus.

Recapitulando: O lugar é onde o Espírito faz os seus chegarem atraídos pela Palavra de Deus; é um lugar acima do mundo; amplo e espaçoso porque não há limites para quantos Deus chama; o objetivo de estarem ali não é se ocuparem uns com os outros ou com alguma atração suplementar (eloquência, música etc.), mas com o Cordeiro e a recordação da sua morte.

Somente num lugar assim eles poderiam contar com a presença do Senhor no meio deles. Havia muitos cenáculos mobilados em Jerusalém, muitos lugares onde a páscoa estava sendo celebrada naquela noite, mas havia um só lugar aonde as pessoas eram guiadas a se dirigirem pela ação do Espírito levando a Palavra de Deus. Esse continua sendo o lugar, e a pergunta que cada um deveria fazer ainda hoje, dirigida ao Senhor, é: "Onde queres que a preparemos?".

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O que veio primeiro: monoteismo ou politeismo?


Quando você assiste um documentário na TV mostrando como eram os nossos antepassados, via de regra seus autores deixam Deus completamente de fora. São consideradas apenas as poucas evidências desenterradas das rochas e sobre elas construídas as hipóteses. Mas nada é buscado na revelação de Deus dada em sua Palavra. O resultado é uma meia verdade.



Por isso a conclusão desses estudiosos é que o homem inventou seus diversos deuses, sendo politeísta desde o princípio. O monoteísmo teria surgido como uma espécie de acidente de percurso, já que foram poucos os povos que o adotaram. Além dos hebreus, há evidências de períodos monoteístas no Egito antigo e entre os Incas, e mesmo entre os gregos havia um "Deus Desconhecido" que estaria acima de todos os deuses de seu Olimpo.

A primeira vez que a adoração a ídolos aparece na Bíblia é em Gn 31:19, portanto o costume politeísta já existia antes disso. Eu considero que o embrião do politeísmo tenha sido lançado no jardim do Éden, quando Satanás prometeu à mulher:

Gên 3:5 Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.

A promessa equivalia dizer que seres humanos podiam ser como Deus. Evidentemente Adão e Eva logo se deram conta de que eles não estavam com a bola toda que a serpente havia prometido, pois se viram nus, fracos e medrosos, se escondendo do verdadeiro e único Deus. Mas certamente a promessa do diabo ficou ressoando em suas mentes e o próximo passo no caminho rumo à idolatria seria identificar quem seriam esses seres humanos com poderes divinos.

Na sequência os melhores candidatos são os homens poderosos ou gigantes que aparecem em Gênesis 6, prováveis filhos do cruzamento de anjos e mulheres. Talvez esteja neles a origem das lendas de semideuses que encontramos em várias culturas. Mas antes do dilúvio a Bíblia não fala em idolatria, portanto parece não ter existido um culto instituído a deuses alternativos. Com a longevidade dos homens da época, a consciência da existência do Deus único ainda estava fresca na memória de muitos que escutaram pessoalmente de Adão ou mesmo de Caim histórias de primeira mão de como tinha sido a vida no Éden ou de como Deus tratou pessoalmente com Caim por causa de seu homicídio.

O mais provável é que a geração seguinte ao dilúvio tenha criado seus próprios deuses. Talvez a passagem em Romanos revele a ordem como as coisas aconteceram: Primeiro o Deus único e verdadeiro:

Rom 1:19-20 "Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis"

Em seguida os homens passaram a confiar mais em seus raciocínios do que na revelação divina, achando-se sábios aos seus próprios olhos (exatamente como a humanidade atual) e adotando seu primeiro ídolo: o próprio homem:

Rom 1:21-23a "Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível"

Finalmente passaram a adotar outros seres vivos, numa ordem do céu para a terra:

Rom 1:23b "...e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis".

Se a teoria de que a Torre de Babel (Gn 10 e 11) seria, não uma torre para alcançar fisicamente o céu (os homens não eram tão idiotas assim), mas um observatórico astonômico-astrológico, em meio a essa idolatria de coisas vivas pode ter se desenvolvido também um politeísmo envolvendo os astros, já que o próprio Deus os havia dado no princípio como governantes do dia, da noite e das estações, e os homens também se orientavam por intermédio deles (Gn 1:14-18).

Resumindo: Meu entendimento é que primeiro o homem foi monoteísta (e nem podia ser diferente, pois Adão e Eva conversavam com Deus), então passou a venerar outros homens, o firmamento, as aves, os quadrúpedes e os répteis, chegando aos dias atuais, quando os ídolos do homem moderno incluem artistas, aparência física e automóveis. Até do ponto de vista racional, o monoteísmo teria nascido primeiro, pois qualquer povo politeísta teria começado sua idolatria a partir de um deus para depois acrescentar outros.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

O que significa que Jesus levou cativo o cativeiro?


 Efs 4:8 "Por isso diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro".


É preciso entender que a obra de Cristo é completa, porém ela pode se manifestar em etapas. É o caso do crente, que posicionalmente é visto como ressuscitado e assentado com Cristo nos lugares celestiais, porém condicionalmente ainda está aqui neste corpo.

Efs_2:6 "E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus".

Sobre o fato do Senhor ter levado "cativo o cativeiro", Ele fez isso em Mat 12:29 "Ou, como pode alguém entrar em casa do homem valente, e furtar os seus bens, se primeiro não maniatar o valente, saqueando então a sua casa?"

Ao vir ao mundo ele amarrou Satanás, isto é, limitou seu poder sobre o homem. Sempre que ele encontrava um possesso ele o libertava, mostrando seu poder e superioridade sobre Satanás e seus agentes.

Então na cruz, quando Satanás pensou que tinha levado a melhor ferindo o calcanhar da semente da mulher, Jesus esmagou de uma vez para sempre a cabeça da serpente, conforme havia sido prometido no Jardim do Éden.

Gên 3:14-15 "Então o SENHOR Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida. E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar".

Venceu assim completamente o inimigo, libertando também os que ele tinha feito prisioneiros.

Col 1:12-14  Dando graças ao Pai que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz; O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor; Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados;

Ao ressuscitar e subir ao alto ele levou "cativo o cativeiro", isto é, os poderes que prendiam o homem foram presos por Cristo, isto é, ficaram inócuos, perderam sua eficácia.

Heb 2:14-15  E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; E livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão.

Finalmente, apesar de tudo isso já estar lavrado, assegurado e sacramentado, Satanás em pessoa ainda não está acorrentado, mas isso irá acontecer no milênio.

Apo 20:1-3  E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pós selo sobre ele, para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo.

O último episódio será a condenação eterna do diabo:

Apo 20:10 E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.

Fica mais fácil visualizar essa sequência quando vemos aqueles documentários na África em que o cientista dispara um dardo contra o rinoceronte. Este continua correndo, depois passa a caminhar, então cambaleia e aí desaba no chão. A partir do momento em que o dardo com o anestésico penetrou no couro do animal, o cientista já sabia que tudo estava determinado. Era apenas uma questão de tempo para que cada etapa do efeito da droga se tornasse visível. Mas o tombo já estava resolvido lá atrás, quando a agulha espetou o rinoceronte.

domingo, 6 de maio de 2012

Voce beberia agua com colera?







Todo cristão deveria aprender a evitar o mal e a não tentar encontrar algum bem nele. Apesar de vinagre ser feito de vinho, não preciso beber um litro de vinagre para tentar encontrar nele um gole do vinho original. Basta eu ler o rótulo para saber que, ainda que exista vinho nele, aquilo não é bebida.

Um princípio importante encontrado na Bíblia é o da contaminação e separação do mal, porque o mal contamina, independente do volume. Devemos nos lembrar da parábola em que uma mulher introduz um pouco de fermento na massa e ela cresce (Mt 13:33). Na Bíblia o fermento é sempre figura de pecado ou má doutrina (Mt 16:11; 1 Co 5:6), portanto a parábola nos fala do crescimento rápido e vigoroso do reino depois da entrada nele de má doutrina introduzida por quem não deveria ensinar (1 Tm 2:12). Paulo, em 1 Coríntios 5 completa a ideia dizendo que um pouco de fermento leveda ou contamina toda a massa. (Aqueles que usam a parábola da massa como figura do crescimento do evangelho no mundo nunca se deram conta de que fermento é figura de pecado desde o Antigo Testamento).

Portanto, o princípio da separação do mal, para evitar a contaminação, funciona assim:

Imagine dois recipientes de água, um com água limpa e pura, e outro com água contaminada com cólera. Se você pingar uma minúscula gota da água contaminada com cólera no recipiente de água limpa, esta ficará contaminada? Sim.

Se colocar 99% da água limpa no recipiente que tem a água contaminada, esta ficará limpa? Não, ela continuará contaminada e quem beber poderá morrer de cólera. A água contaminada irá contaminar a limpa, mas a limpa não será capaz de purificar a contaminada.

Na Bíblia isto está claramente mostrado nesta passagem:

Age 2:10-13 Ao vigésimo quarto dia do mês nono, no segundo ano de Dario, veio a palavra do SENHOR por intermédio do profeta Ageu, dizendo: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Pergunta agora aos sacerdotes, acerca da lei, dizendo: Se alguém leva carne santa na orla das suas vestes, e com ela tocar no pão, ou no guisado, ou no vinho, ou no azeite, ou em outro qualquer mantimento, porventura ficará isto santificado? E os sacerdotes responderam: Não. E disse Ageu: Se alguém que for contaminado pelo contato com o corpo morto, tocar nalguma destas coisas, ficará ela imunda? E os sacerdotes responderam, dizendo: Ficará imunda. 

É por esta razão que não devemos dialogar com a prostituição; devemos fugir da prostituição como fez José com a mulher de Potifar (1 Co 6:18; Gn 39:12). Devemos não só odiar a carne, mas até a roupa manchada da carne (Jd 1:23). Não devemos apenas evitar o mal, mas até a aparência de mal (1 Ts 5:22). Portanto, ainda que algo não seja diretamente ou completamente maligno, se existe algum mal nisso corremos o risco de sermos contaminados.

É por isso que não aceito convites para visitar templos ou cultos nas denominações. Por mais verdades que possam existir ali, o princípio sobre o qual estão congregados é errado.

 Por que eu gastaria energia filtrando água contaminada, se posso beber água pura?

Como já disse no outro email, o texto que me enviou foi publicado em um site cujos autores mentem ao dizerem que não têm denominação, pois são missionários de uma denominação com sede nos Estados Unidos. Dentre os muitos erros que esse grupo ensina, estão a ideia de que o ser humano não nasce pecador (mas fica pecador depois que peca) e a salvação pelo batismo.

  Lembre-se de que Eva apenas conversou com Satanás. Que mal havia em conversar com a serpente? Todo o mal possível e imaginável.


2Tm 2:19  Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade.

A espada: Lucas 2:33-35


  José e Maria ficam maravilhados com as promessas que Deus tem para gentios e judeus envolvendo aquela criança. Mas as palavras que agora fluem da boca de Simeão, inspirado pelo Espírito Santo, são graves e tristes. O mesmo menino estaria destinado a ser motivo de queda e elevação de muitos em Israel.

A presença de Jesus iria testar a humanidade. Aqueles que orgulhosamente resistissem a ele seriam punidos por sua incredulidade. Essa fila seria puxada principalmente pelo clero. Enquanto isso, os humildes, arrependidos de seus pecados e reconhecendo em Jesus o Salvador, seriam abençoados. Nesse grupo estariam os ladrões, prostitutas e coletores de impostos convertidos.

Jesus seria ainda um sinal de contradição ou pedra de tropeço para muitos, pois sua presença santa e sem mácula causaria, por si só, um contraste com o pecado e a impiedade do homem. Os homens não poderia suportar tamanha luz denunciando a imundície de seus corações, por isso se voltariam contra Jesus.

Maria não passaria incólume a tudo isso e uma espada traspassaria sua alma quando visse o seu filho querido pregado numa cruz como um criminoso qualquer. Naquele momento todas as suas esperanças, de ser ele o Messias e libertador, seriam abaladas, como aconteceria também com os outros discípulos.

A presença de Jesus, o próprio Verbo divino, seria uma espada afiada para cada um que tivesse contato com ele. "Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração. Nada, em toda a criação, está oculto aos olhos de Deus. Tudo está descoberto e exposto diante dos olhos daquele a quem havemos de prestar contas" (Hb 4:12-13).

Desde a época em que Simeão disse estas coisas nada mudou em relação às pessoas. Não há posição neutra quando o assunto é Jesus. Ou você crê nele como um Salvador amoroso e misericordioso, e desfruta agora mesmo do perdão de seus pecados, ou terá de se encontrar com ele como um juiz justo e implacável. A decisão é tomada aqui e agora, pois ninguém sabe o que reserva a próxima batida de seu coração. Ou a falta dela.

Entenda o que e Dispensacao


Dispensação, na Bíblia, é um período de tempo no qual Deus trata com o homem e são sete dispensações que dividem a sua história.

1 Inocência
Responsabilidade: Não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal.
Fracasso: Comeram.
Juízo: Morte e a maldição sobre toda Terra.
Início: Criação do homem. Gênesis 2.26-31, sexto dia.
Término: Queda do homem. Gênesis 3.
Duração (tempo): Desconhecido.

2 Consciência
Responsabilidade: Obedecer a Deus com base na consciência.
Fracasso: Corrupção total da humanidade.
Juízo: Dilúvio.
Início: Quando Adão foi posto fora do Éden.
Término: Dilúvio.
Duração: 1.656 anos.

3 Governo
Responsabilidade: Multiplicar e Povoar toda a Terra.
Fracasso: Desobedeceram.
Juízo: Confusão de línguas - Babel.
Início: Após Noé sair da arca com sua família. Gênesis 9.
Término: Chamamento de Abrão. Gênesis 12.
Duração: 427 anos.

4 Promessa
Responsabilidade: Morar em Canaã.
Fracasso: Moraram no Egito.
Juízo: Escravidão no Egito.
Início: Chamamento de Abrão. Gênesis 12.
Término: Entrada dos filhos de Israel em Canaã.
Duração: 430 anos

5 Lei
Responsabilidade: Guardar a Lei.
Fracasso: Violaram a Lei e rejeitaram o Messias.
Juízo: Dispersão por entre as nações.
Início: No deserto, após terem passado o Mar Vermelho.
Término: Rejeição do Messias (o Cristo – o Senhor Jesus)
A destruição de Jerusalém foi a ação judicial - por assim dizer - que demarcou o seu fim, e consequentemente a dispersão dos judeus.
Duração: 1.520 anos.

6 Graça
Responsabilidade: Crer no Evangelho da Graça de Deus – Receber ao Senhor Jesus pela fé.
Fracasso: Rejeitaram o Senhor Jesus.
Juízo: Condenação eterna – Inferno. João 3.18,36. (Veja também A Grande Tribulação).
Início: Dia de Pentecostes em Atos 2. A vinda do Espírito Santo. A morada do Espírito Santo no crente é o que caracteriza esta dispensação.
Término: Dia do arrebatamento. A vinda do Senhor Jesus para os Seus santos.
I Tessalonicenses 4.13-17 - “Num momento, num abrir e fechar de olhos...” I Coríntios 15.52
Duração: Até hoje, tem durado aproximadamente 2.000 anos.

7 Milênio
Responsabilidade: Obedecer e a adorar a Cristo.
Fracasso: Rebelião.
Juízo: Inferno.
Início: A vinda do Senhor Jesus nos ares com os Seus santos.
Término: Satanás será solto e haverá a última rebelião – Gogue e Magogue (Apocalipse 20.7,8).
Duração: 1.000 anos.

O "Arrebatamento" e a "Vinda de Cristo"


É de extrema importância entender a distinção que existe nas Escrituras entre o arrebatamento e a vinda de Cristo.
O arrebatamento não deve ser confundido com a vinda de Cristo.
Embora o Senhor venha do céu em ambas as ocasiões, o arrebatamento e a vinda de Cristo são eventos que claramente diferem um do outro.
Arrebatamento é quando o Senhor vem PARA os Seus santos (Jo 14.2,3) - Vinda de Cristo é quando Ele vem COM os Seus santos (que foram levados à glória no arrebatamento) Jd 14; Zc 14.5.
O arrebatamento pode acontecer a qualquer momento - a vinda de Cristo não acontecerá até cerca de 7 anos após o arrebatamento.
O arrebatamento o Senhor vem secretamente, num piscar de olhos (1 Co 15.52) - em Sua vinda Ele vem publicamente e todo olho O verá (Ap 1.7).
No arrebatamento Ele vem para libertar a Igreja (1 Ts 1.10) - em Sua vinda Ele vem para libertar Israel (Sl 6.1-4).
No arrebatamento Ele vem nos ares para a Sua Igreja, pois é o Seu povo celestial (1 Ts 4.15-18) - em Sua vinda Ele volta à Terra (no local chamado Monte das Oliveiras) para Israel que é o Seu povo terrenal (Zc 14.4,5).
No arrebatamento é o próprio Senhor Quem reúne os Seus santos (1 Ts 4.15-18; 2 Ts 2.1) - em Sua vinda Ele envia os Seus anjos para reunir os eleitos de Israel (Mt 24.30,31).
No arrebatamento Ele leva os crentes para fora deste mundo, deixando para trás os ímpios (Jo 14.2,3) - em Sua vinda os ímpios são tirados do mundo para julgamento e os crentes (aqueles que tiverem se convertido por meio do evangelho do Reino que será pregado durante a tribulação) são deixados para desfrutar de bênçãos na Terra (Mt 13.41-43; 25.41).
No arrebatamento Ele vem para libertar os Seus santos (a Igreja) da ira vindoura (1 Ts 1.10) - em Sua vinda Ele vem para derramar a Sua ira (Ap 19.15).
No arrebatamento Ele vem como o Noivo, para receber Sua noiva, a Igreja (Mt 25.6,10) - em Sua vinda Ele vem como o Filho do Homem em juízo sobre aqueles que O rejeitaram (Mt 24.27, 28).
No arrebatamento Ele vem como a "Estrela da Manhã" que desponta pouco antes de raiar o dia (Ap 22.16) - em Sua vinda Ele vem como o "Sol de Justiça", que é o próprio raiar do dia (Ml 4.2).
No arrebatamento Ele vem sem quaisquer sinais, pois o cristão anda por fé e não por vista (2 Co 5.7) - já a Sua vinda será cercada de sinais pois os judeus pedem sinais (Lc 21.11,25-27; 1 Co 1.22).
Nas Escrituras NUNCA é feita referência ao arrebatamento como um "ladrão de noite". Este termo refere-se à vinda do Senhor (1 Ts 5.2; 2 Pd 3.10; Mt 24.43; Ap 16.15; 3.3).
Em um certo sentido há três vindas. Sua vinda PARA o que era Seu (Primeira Vinda Jo 1.10,11; Hb 10.7), Sua vinda PARA os que Lhe pertencem (Arrebatamento Jo 14.2,3; 1 Ts 4.15-18), e Sua vinda COM os que Lhe pertencem (A Vinda de Cristo Jd 14